Empreendedorismo e Escalabilidade Empresarial: Lições de Janguiê Diniz, Paulo Costa e José Carlos Semenzato
(Os exemplos desses três líderes inspiram e agregam valor para aqueles que desejam transformar uma ideia em um negócio de impacto no mercado.)
Lucas Borges*
O empreendedorismo impulsiona o desenvolvimento econômico e social, promovendo inovação, geração de empregos e ampliação de mercado. Contudo, é essencial compreender a escalabilidade para garantir um crescimento sustentável.
Dito isso, o último Jantar com Empresários do Mercado & Opinião reuniu Janguiê Diniz, Paulo Costa e José Carlos Semenzato, que, em um papo descontraído, demonstraram na prática como estruturar empresas escaláveis, oferecendo lições valiosas sobre os desafios e estratégias necessárias para transformar uma ideia.
A escalabilidade refere-se à capacidade de um negócio crescer sem que os custos operacionais aumentem na mesma proporção. Empresas escaláveis estruturam processos replicáveis e eficientes, permitindo crescimento rápido sem comprometer a qualidade, o que as torna altamente atraentes para investidores. A tecnologia entra como uma aliada e desempenha um papel fundamental nesse processo, possibilitando a redução de custos e ampliação do alcance do negócio.
Janguiê Diniz escalou o Grupo Ser Educacional ao investir na aquisição de universidades e na oferta de ensino à distância, permitindo um crescimento sustentável e de amplo alcance. Para garantir a escalabilidade, investiu na capacitação de professores e na digitalização dos processos educacionais, fortalecendo a base acadêmica da instituição. O Grupo Ser Educacional enfrentou barreiras regulatórias e operacionais ao expandir para diferentes regiões do Brasil, e utilizou tecnologia e inovação para viabilizar essa transição.
À frente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Costa investiu na digitalização para tornar a instituição nacionalmente relevante sem a necessidade de abrir centenas de agências físicas. O BRB ampliou sua base de clientes através de parcerias estratégicas, como o patrocínio ao Flamengo e outros esportes, consolidando sua presença no mercado financeiro. A implementação de um banco digital permitiu que o BRB operasse em larga escala com um custo reduzido, otimizando a experiência do cliente e aumentando sua competitividade no setor bancário.
José Carlos Semenzato construiu um império de franquias com a SMZTO, investindo em empresas como OdontoCompany e Espaçolaser, baseando-se na replicabilidade dos negócios. Para expandir, atraiu investidores estratégicos e famosos, possibilitando um crescimento acelerado sem comprometer o capital próprio. Além disso, a padronização dos processos e o suporte contínuo aos franqueados foram fatores essenciais para a escalabilidade e sucesso das redes sob sua gestão.
Em resumo, a jornada rumo à escalabilidade apresenta desafios, como a manutenção da qualidade dos serviços, a gestão eficiente de recursos e a adaptação a mudanças regulatórias. O Grupo Ser Educacional superou essas barreiras investindo em ensino à distância e tecnologia, garantindo crescimento sem a necessidade de abrir novas unidades físicas. O BRB apostou em digitalização e marketing esportivo para ganhar projeção nacional, enquanto a SMZTO fortaleceu suas franquias por meio de um modelo replicável e um suporte estruturado.
Empreender e escalar um negócio exige visão estratégica, resiliência e inovação. Janguiê Diniz, Paulo Costa e José Carlos Semenzato demonstram que a escalabilidade não é apenas crescer, mas crescer de forma eficiente e estruturada. Seguindo boas práticas, implementando processos replicáveis e utilizando tecnologia a favor do crescimento. Os exemplos desses três líderes inspiram e agregam valor para aqueles que desejam transformar uma ideia em um negócio de impacto no mercado.
*Lucas Borges, pesquisador e financista, especialista em Private Equity pela HBS e Financial Accounting pela LSBF.
Membro do Comitê de Empresas Familiares do Insper e Membro do Harvard Alumni Club Brazil (HACB)