Por Lucas Borges
Durante décadas, liderança foi associada à visão de longo prazo e à capacidade de execução. Hoje, essa definição se mostra insuficiente. O diferencial passou a ser a capacidade de tomar decisões de alto impacto em ambientes de incerteza, onde o tempo de reação e o custo do erro se tornaram variáveis críticas.
Esse deslocamento acontece em um contexto global mais complexo. Nos últimos anos, decisões econômicas passaram a ser moldadas não apenas por fundamentos, mas por geopolítica, tarifas e reorganização das cadeias produtivas. Em 2025, por exemplo, a adoção de tarifas amplas por grandes economias redesenhou fluxos comerciais, elevou custos e pressionou preços ao consumidor, ao mesmo tempo em que forçou empresas a rever estratégias e fornecedores.
Volatilidade é regra
Os ciclos de transformação seguem um padrão conhecido e pouco confortável. A história econômica mostra que momentos de ruptura combinam, simultaneamente, destruição de modelos estabelecidos e abertura de novas avenidas de crescimento. A diferença está em agir antes do consenso, algo que pode exigir por exemplo: encerrar operações ainda rentáveis, reposicionar negócios em meio à incerteza ou investir antes da visibilidade plena. A inércia se tornou a decisão mais cara e previsibilidade não é o padrão.
Amigos do Bem, BYD e tomada de decisões
É justamente essa interseção entre decisão, impacto e liderança que estará no centro do próximo encontro do Mercado & Opinião. O jantar reunirá diferentes visões sobre transformação, comportamento e impacto social.
Participam Alexandre Baldy, à frente da operação da BYD no Brasil, trazendo a perspectiva da nova geopolítica industrial e da mobilidade; Augusto Cury, referência em comportamento e tomada de decisão sob pressão; e Alcione Albanesi, presidente da Amigos do Bem, com uma visão prática sobre liderança e impacto social.
Será um espaço para refletir sobre como decisões moldam negócios, carreiras e a própria dinâmica da economia.