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Alta performance na era dos dados: inteligência, segurança e colaboração como pilares estratégicos

O conceito de performance empresarial precisa ser reavaliado. Mais do que eficiência ou crescimento de receita, as organizações que prosperam são aquelas capazes de operar com inteligência estratégica, segurança digital e colaboração baseada em dados confiáveis.

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Por Lucas Borges

Esse foi o pano de fundo do jantar promovido pelo Mercado & Opinião, que reuniu empresários e executivos para discutir, com profundidade, os desafios reais da alta performance no mundo de hoje. O encontro contou com as contribuições de três lideranças de peso: Júnior Bornelli (StartSe), Dalmer Sella (Power Of Data) e Allan Costa (ISH Tecnologia). Em falas complementares, os três CEOs construíram uma narrativa clara: não se trata apenas de adotar tecnologia, mas de construir uma base sólida que permita inovar com responsabilidade e escalar com segurança.

Júnior Bornelli abriu o debate com um alerta sobre os riscos invisíveis da transformação acelerada. A inteligência artificial está mudando a forma como as empresas operam, mas grande parte delas ainda não tem uma cultura de segurança que acompanhe esse movimento. A adoção de novas ferramentas acontece muitas vezes sem o preparo necessário, sem protocolos, sem capacitação interna e sem consciência dos riscos. Bornelli foi direto: tecnologia sem cultura é risco disfarçado de inovação. E organizações despreparadas pagam caro, com falhas operacionais, perda de reputação e, em casos extremos, com a própria sustentabilidade do negócio.

Dalmer Sella seguiu aprofundando a discussão ao trazer uma provocação necessária: se os dados são o novo insumo estratégico, por que tantas empresas ainda operam em silos e com baixa integração? Para ele, colaboração será a maior vantagem competitiva nos próximos anos. Poucas empresas conseguem inovar sozinhas e aquelas que compartilham dados com parceiros de forma estruturada, transparente e segura conseguem escalar com muito mais agilidade. A transformação digital, defendeu Sella, não é sobre tecnologia, mas sobre novos fluxos, redes de confiança e decisões baseadas em evidências. Quem entender isso primeiro, lidera.

Allan Costa trouxe a dimensão institucional do tema. Para o CEO da ISH Tecnologia, a segurança digital já deixou de ser uma questão técnica para se tornar um item central da governança corporativa. Hoje, ataques cibernéticos afetam o valor das empresas, derrubam lideranças e geram desconfiança no mercado. Sua visão é pragmática: empresas que ainda tratam segurança como “custo de TI” estão subestimando o risco. Segurança precisa ser vista como infraestrutura de continuidade, tão estratégica quanto finanças ou operação. E isso exige visão, orçamento e um compromisso real com a maturidade digital.

As falas convergiram para uma conclusão comum: a alta performance não será mais definida apenas pela capacidade de crescer, mas pela capacidade de crescer com consistência. Isso exige dados bem tratados, ambientes protegidos e uma mentalidade aberta à colaboração inteligente. 

A inteligência é mais do que velocidade ou ousadia e será sempre o diferencial. E, nesse novo cenário, segurança e colaboração são partes essenciais dessa inteligência aplicada.