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A competitividade do Paraguai para atrair investimentos

No fim, empresas não competem apenas pela qualidade de seus produtos ou pela eficiência de sua gestão. Competem, cada vez mais, pela capacidade de escolher o melhor ambiente para investir, produzir e crescer.

Stefany | Animo Creative

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A competitividade do Paraguai para atrair investimentos

Por Lucas Borges

A discussão sobre competitividade empresarial na geografia dos negócios passou a integrar o núcleo da estratégia corporativa.

Esse movimento vem ganhando força em diversos setores e ajuda a explicar por que o Paraguai passou a ocupar um espaço cada vez mais relevante no radar de empresários brasileiros.

O interesse decorre de custos menores e a combinação entre previsibilidade regulatória, energia competitiva, simplicidade tributária e uma política industrial voltada à atração de capital produtivo.
Grandes empresas sempre revisam estruturas, buscam eficiência e reavaliam suas cadeias de suprimento, então o País tem sido uma escolha natural para alguns setores.

O principal instrumento dessa estratégia é o regime de maquila, que permite importar insumos, industrializar localmente e exportar a produção com tributação simplificada. Na prática, o modelo cria um ambiente que favorece operações intensivas em manufatura e exportação.

Os resultados são expressivos. Em 2025, as exportações realizadas sob o regime de maquila superaram US$ 1,3 bilhão e o setor ultrapassou 35 mil empregos formais. Hoje, mais de 300 empresas operam nesse sistema, com presença relevante de grupos brasileiros nos segmentos têxtil, autopeças, alimentos, plásticos, eletroeletrônicos e bens de consumo.

O Paraguai construiu uma proposta de valor baseada em atributos que se tornaram escassos em muitas economias: estabilidade, baixo custo de energia, clareza regulatória e alinhamento entre governo e iniciativa privada.

A energia elétrica é um ótimo exemplo. Beneficiado pela produção de Itaipu, o país oferece uma das estruturas energéticas mais competitivas da região, fator especialmente relevante para indústrias intensivas em consumo energético.

Além disso, o Paraguai mantém, historicamente, inflação controlada, carga tributária relativamente simples e uma política ativa de atração de investimentos. O resultado é um ambiente que reduz incertezas e melhora o retorno ajustado ao risco.

Para o empresário, ao escolher onde produzir, a empresa define sua estrutura de custos, sua capacidade de competir, sua margem operacional e, em última análise, seu potencial de geração de valor.
É um caso interessante de política industrial aplicada.

Mais do que oferecer incentivos, o país vem demonstrando como estabilidade, simplicidade e segurança jurídica podem se transformar em ativos econômicos.

E esse é o tema de discussão que estará no próximo encontro do Mercado & Opinião.

O jantar reunirá Marco Riquelme, ministro da Indústria e Comércio do Paraguai e responsável pela agenda de atração de investimentos; Jorge Bunchicoff, presidente da Câmara de Empresas Maquiladoras, uma das principais vozes do setor; Liliana Aufiero, presidente do Grupo Lupo, referência da indústria têxtil brasileira; e Erasmo Carlos Battistella, presidente da BE8, empresa que se consolidou como uma das mais relevantes plataformas de biocombustíveis da América Latina.

“Um tema que foi muito pedido e reunimos líderes com trajetórias distintas, mas conectados por uma mesma questão estratégica” – Marcos Koenigkan, CEO Mercado & Opinião.

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No fim, empresas não competem apenas pela qualidade de seus produtos ou pela eficiência de sua gestão. Competem, cada vez mais, pela capacidade de escolher o melhor ambiente para investir, produzir e crescer.